A Fábrica

Fevereiro 01 2005




Só mesmo um psiquiatra para explicar, este "reality show" que chegou a campanha eleitoral. Sem política e sem ideologia, esta campanha eleitoral apenas versa as pessoas, com tricas personalizadas e com críticas destrutivas como único argumento. Veja -se Santana Lopes no comício de Braga, apregoar referindo-se a José Socrates " o outro candidato tem outros colos. Estes colos sabem bem", rodeado de mil mulheres. Se não houver uma inflexão no discursos dos líderes partidários, teremos de escolher no próximo dia 20 de Fevereiro o próximo primeiro-ministro, não pela sua qualidade como político e pelas suas políticas, mas sim pela cor dos olhos, pelo seu penteado, pelo seu corpo, pelo seu tom de voz ou pelo sentido de humor. A incoerência e a campanha negativista chegou ao limite do racional. A retórica política encheu-se de meras palavras ou slogans- choque de valores, choque tecnológico, choque de gestão, choque fiscal, competência, responsabilidade, utilidade, mudança, mérito , desafio- usados tanto pela esquerda como pela direita, na sua ânsia de conquistar o eleitorado.

Os políticos tentam todos os dias convencer-nos que o tempo das ideologias acabou, mas se as ideologias acabaram, o que é a política?

Uma simples gestão da administração pública?

Para isso contrate-se, os melhores gestores portugueses, e deixem o combate político para os filósofos. Que a política morra!

publicado por Armando S. Sousa às 13:35

Este é o retrato do pais real...da demagogia, do nonsense...sei lá mais do quê...é frustrante...desesperante olhar para os politicos, os candidatos e venha o diabo e escolha, que o zé povinho já não sabe o que fazer. Angelis (http://pedevento2004.blogs.sapo.pt)
Anónimo a 1 de Fevereiro de 2005 às 14:04

post 5 estrelas!!!
francis a 1 de Fevereiro de 2005 às 16:14

QUE MORRA! QUE MORRA!
(Não faz cá falta nenhuma)
Angela a 1 de Fevereiro de 2005 às 16:38

Realmente, se a política se resume a uma mera gestão da loja, então mais vale contratar um Richard Branson! Eu não acredito, ou não quero acreditar, que a ideologia tenha desaparecido. Acho antes que os actuais líderes políticos é que não têm nada a ver com as ideologias dos partidos. Sobretudo quando se fala dos dois maiores partidos. Aquilo não são políticos nem são nada, não são sociais-democratas nem socialistas, são socialites! Por outro lado, as velhas ideologias já não (cor)respondem ao mundo de hoje. Morra a política! Nasça uma nova... Pessoalmente tenho indentificado-me com as propostas do Bloco, pois parecem-me em sintonia com os novos fóruns internacionais, e não com livros poeirentos. Mas não vou fazer campanha no blog dos outros :) Abraço
Pedro a 1 de Fevereiro de 2005 às 17:39

A ideologia faz muita confusão aos que não a têm, aos que têm medo de dizer qual é e aos que não sabem o que isso é.
PF a 1 de Fevereiro de 2005 às 19:00

O século XX foi o século das ideologias... O século XXI será concerteza a morte das ideologias...
polittikus a 1 de Fevereiro de 2005 às 19:38

Pois é, Armando: também me refiro a esse assunto lá no meu canto. É preciso começar a tapar o nariz...
peciscas a 1 de Fevereiro de 2005 às 20:27

Ainda hoje (ontem) em editorial do jornal de Negócios o Sérgio Figueiredo falava (e bem) dos perigos de se encarar a coisa pública como uma empresa. As ideologias são, afinal, a essência da política.
LS a 2 de Fevereiro de 2005 às 03:34

O Pedrinho está à redea solta... e depois dá nisto!
Não haverá ninguém com bom senso no Psd que lhe diga que pare??!
mfc a 2 de Fevereiro de 2005 às 04:54

Eu ainda quero acreditar que o fenómeno Santana vai ser como um OVNI que passou na nossa política e que vamos voltar à nossa normalidade política! Não que defenda que os nossos políticos são bons ou maus, simplesmente Santana não deve ser deste mundo!
Ricardo a 2 de Fevereiro de 2005 às 17:00

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